Foi o instante mais inesperado. Foi o momento mais bem calculado (não por mim, não por ninguém, mas por algo) de sempre. Foi o dia que mudou as nossas vidas. Saiu-me a sorte grande: a vida brindou-nos, um ao outro, com a maior pinta! Acertou-nos aos dois. E só por isso valeu a pena, valeu tudo a pena até ali. E agora valerá sempre mais a pena. Por seres quem és, por recuperares quem sou. Por tudo aquilo que já somos. Por tudo aquilo que seremos. Tu, saíste-me a sorte grande.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
Avô
A tua memória falhou-te, falhou-nos hoje. Apagou-nos de ti. E apagou-se uma parte em mim.
Já me amavas e eu nem tinha nascido. Amavas-me de paixão, como eu a ti. Foste tu quem me ensinou a andar, que me mostraste o mundo, que me ensinaste as cores, que me levavas a passear, que ao fim de um dia de trabalho me ias buscar. Davas-me torradas com mel, ovos kinder, pastilhas Gorila, rebuçados de fruta, gelados. Fazias-me baloiços nas árvores, aviões de papel, jogavas às escondidas comigo. Levavas-me ao lago a ver os peixinhos, ao circo, ao rio, a todo o lado. Adormecias-me com músicas inventadas. Cuidavas de mim, como nunca mais ninguém o fez. Tu, sempre tu, avô de amor, de amar.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Maio das trovoadas... Ups, estamos em abril!
Trovejou e como boa medricas que sou recusei-me a andar de elevador. Subi sete andares. Morri.
domingo, 12 de abril de 2015
Conversas
Chego à cozinha...
- Então, já fizeste o jantar?
- Não.
- Como não? Já viste as horas?
- Então, trouxemos canja...
- ...
Canja? Ele disse canja? Assim não vai dar...
- Então, já fizeste o jantar?
- Não.
- Como não? Já viste as horas?
- Então, trouxemos canja...
- ...
Canja? Ele disse canja? Assim não vai dar...
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Pariu a galega, foi?
Era uma vez uma ida ao supermercado. Esperem, esperem, vou reformular. Era uma vez uma tentativa de ida ao supermercado. Tentativa. Pareciam formigas em excursão a entrar no dito cujo. Tudo em alvoroço. Espreitei lá para dentro e vi o fim do mundo em cuecas: ele era gente que nunca mais acabava em filas de caixa, ele era duas senhoras a disputar um pacote de bolachas, ele era as torres gémeas uma pilha de cestos a cair ao chão... E era eu a dar meia voltinha...
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