sexta-feira, 24 de abril de 2015

Aconteceu-me hoje #3

O homem apanhou uma bebedeira. Ficou igualzinho a um papagaio. Quando finalmente decidiu calar-se, apagou e... vai de ressonar forte e feio. Mulher sofre.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A sorte grande

Foi o instante mais inesperado. Foi o momento mais bem calculado (não por mim, não por ninguém, mas por algo) de sempre. Foi o dia que mudou as nossas vidas. Saiu-me a sorte grande: a vida brindou-nos, um ao outro, com a maior pinta! Acertou-nos aos dois. E só por isso valeu a pena, valeu tudo a pena até ali. E agora valerá sempre mais a pena. Por seres quem és, por recuperares quem sou. Por tudo aquilo que já somos. Por tudo aquilo que seremos. Tu, saíste-me a sorte grande. 



domingo, 19 de abril de 2015

«As coincidências são pequenos milagres em que Deus prefere ficar incógnito.»

sábado, 18 de abril de 2015

Avô


A tua memória falhou-te, falhou-nos hoje. Apagou-nos de ti. E apagou-se uma parte em mim. 


Já me amavas e eu nem tinha nascido. Amavas-me de paixão, como eu a ti. Foste tu quem me ensinou a andar, que me mostraste o mundo, que me ensinaste as cores, que me levavas a passear, que ao fim de um dia de trabalho me ias buscar. Davas-me torradas com mel, ovos kinder, pastilhas Gorila, rebuçados de fruta, gelados. Fazias-me baloiços nas árvores, aviões de papel, jogavas às escondidas comigo. Levavas-me ao lago a ver os peixinhos, ao circo, ao rio, a todo o lado. Adormecias-me com músicas inventadas. Cuidavas de mim, como nunca mais ninguém o fez. Tu, sempre tu, avô de amor, de amar.